quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O vão da poesia

Eu tenho aqui uma poesia pendente.

Uma que não quer sair, que anda preocupada com as contas, com a saúde, com a quantidade de trabalho.

Eu tenho aqui uma poesia que aparece sentada ao meu lado sempre que estou no carro e está tocando aquela música da Adele.

Ela senta ao meu lado e fica me olhando até que eu a perceba. Aí some, assim que eu olho para ela.

Hoje, não sei onde anda essa poesia. Sei que a música passa o dia inteiro na minha cabeça, mas a poesia se esconde como moeda de cinco centavos no vão do sofá.

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