sábado, 1 de outubro de 2011

Para que tantos planos que darão errado?

Tenho por certo que o futuro é sempre incerto. Traçamos planos e rotas em direção a um objetivo. Finalmente o alcançamos e não é o que esperávamos. Ou é o que esperávamos, mas não o queremos mais. Ou, no momento decisivo, nos sabotamos: nunca quiséramos nada daquilo.
Planos não farão com que as coisas dêem certo. Rotas não permanecerão inalteradas, estéreis. Os caminhos, as trilhas na estrada, se multiplicam continuamente sob nossos olhos. E não há o que nos faça escolher o rumo certo todas as vezes, enquanto estivermos tentando acertar. Por que não são as ressalvas, os cuidados, os esquemas, os escudos e as máscaras que impedirão as coisas de darem errado. Aliás, nada impedirá.
Ouse, no entanto, ao menos um pouco, ao menos uma vez, crer no seu valor. Ouse acreditar cegamente no que a Vida plantou em seu coração desde o primeiro suspiro e pronto: tudo estará no prumo. No fim das contas, é essa crença que fará com que não percamos o emprego. Ou percamos, se é o que de melhor nos aguarda. É essa fé que nos ajudará e escolher as melhores pessoas para nos relacionarmos. É ela que fará com que você não seja traído, e não se decepcione (muito).
Enquanto houver fé na essência, enquanto acreditarmos no nosso papel no mundo, o errado e o certo estarão em suspenso: tudo será parte de uma experiência mágica. E no fim das contas, só o que pode lhe salvar de dar errado, é entender que o certo não existe. É crer no seu valor, no que há por dentro. Pois então não haverá por que trancar seu tesouro e desenhar seu mapa rumo ao sucesso seguro. No fim das contas, apesar das contas, dos cálculos, das precauções e dos percalços, só a fé no próprio valor o manterá em paz e segurança.

2 comentários:

Danielle Vedovello disse...

Tava precisando ler isso. Bjao

Anônimo disse...

o processo de tudo é sempre de dentro pra fora, né? mesmo quando estereótipos somos. aquilo dentro da gente reflete limpidamente lá fora.

uma vez me contaram a história de um boi apaixonado pela lua. pelo reflexo, na verdade, porque o quê ele conseguia ver de onde estava era um poço. apaixonadamente admirava a lua.

e um dia, jogou-se e morreu afogado.

sorte do boi que não pensa. que não trava. que tem a ousadia de se jogar. sem planos para depois.

bruna leite
brunalsantana@gmail.com